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Neuropatia pós-implante

Drª Patrícia Pizzo

Atualmente a utilização de implantes dentários tem sido considerada o padrão-ouro para reabilitação de arcos parcial ou totalmente edêntulos (sem dentes). Devido aos recursos avançados de exame por imagem, principalmente da tomografia computadorizada de feixe cônico, esses procedimentos apresentam altas taxas de sucesso.

Algumas complicações, no entanto, trans e pós-cirúrgicas ainda são passíveis de ocorrer, sendo uma delas a neuropatia pós-implante. A neuropatia pós-implante se trata de uma neuropatia traumática orofacial secundária a traumas diretos ou indiretos aos nervos da face, sendo os nervos alveolar inferior e lingual os mais acometidos.

Essa condição pode apresentar diferentes formas clínicas, sendo a mais comum a parestesia que é a sensação da anestesia de forma permanente, de dormência.

A neuropatia pós-implante pode se desenvolver dias, semanas ou até meses após a cirurgia propriamente dita, podendo confundir o cirurgião-dentista.

Tratamento da neuropatia pós-implante

Atualmente, não há um protocolo bem definido para o tratamento das neuropatias pós-implante. Recomenda-se que, em todos os casos de cirurgia de implante dentário, o cirurgião-dentista entre em contato com seu paciente após a período de ação do anestésico, para certificar-se de que o paciente tenha recuperado as sensações na região ou se há sintomas de uma possível presença de neuropatia.

Caso suspeite de uma possível injúria neural, o clínico deve realizar estudos da função sensorial, mapeamento da área afetada e fotografia da área afetada para posterior monitoramento. Os tratamentos envolvem desde a remoção dos implantes, uso de medicações via oral e/ou tópica até aplicação de laser de baixa potência.

O monitoramento das alterações sensoriais é de extrema importância para analisar o prognóstico de recuperação do paciente. A melhora nos sintomas neurossensoriais ocorre, normalmente, em um prazo de dois a três meses. A melhora ou remissão dos distúrbios neurossensoriais dependerá da rapidez com que o clínico identifica o problema e faz o correto diagnóstico e tratamento. Sendo assim, quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será o prognóstico do caso.

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